sexta-feira, 18 de março de 2016

Caiu a máscara do PT

 
Foto Publicada no Portal Makingof

Por Claiton Selistre*

Podem aqueles que deram o segundo mandato à Dilma ainda acreditar que ela possa fazer algum Governo mínimo; que ela foi a gerentona do crescimento da Petrobras e mãe do PAC; podem acreditar que em duas gestões Lula foi um bom presidente, saído das oficinas para as manchetes em todo o mundo, e que nos quadros do PT há gente de boas intenções e dispostas a investir no bem comum.

Podem  se iludir que o tríplex do Guarujá não tem dono e que o sitio de Atibaia com pedalinhos é um lazer que pertence aos melhores amigos que alguém possa ter. Que  a presidente quis salvar o Governo e não a pele de Lula quando o nomeou ministro.

Só que desde a divulgação das gravações da Polícia Federal, não pode haver alguém que acredite na correção, no caráter e nas versões que nos impõem todo o dia, há meses, usando todo o tipo de meio de comunicação.

A máscara caiu!

O Lula real é menor, chulo, desbocado e acha que todos os demais, em qualquer poder, são definidos por um palavrão. Pensa não só que está acima das pessoas, e das Instituições. Os que estão a sua volta, entre as quais a presidente, a quem chama de “querida”, devem servir a seus propósitos. E quais são eles?

Escamotear e manter no poder os corruptos que ajudaram a montar a maior quadrilha de roubos e falcatruas, capaz de jogar na lama a maior empresa do País,entre outras.

Lula e Dilma são traidores dos votos que um dia receberam. A punição para eles será a rejeição eterna da história e a punição de nunca mais poderem andar nas ruas sem um olhar ou uma palavra de desaprovação. Podem se esconder em Brasilia, por enquanto, aplaudidos pelas claques oficiais, mas espera-se que sejam cada vez mais rejeitados pela sociedade e que as entidades organizadas sejam capazes de tirá-los dos tronos indevidos de Brasilia.

*Claiton Selistre é jornalista.
Originalmente publicado em: Portal Makingof

terça-feira, 8 de março de 2016

Comentário Postado Pelo Jornalista Laudelino José Sardá em Sua Página no Facebook



 A RBS E O GARIMPO

Em 1979 não havia escola de comunicação em Santa Catarina, mas muitos talentos se destacavam no jornalismo, até porque o jornal O ESTADO havia também importado, no começo dos anos 70, muitos profissionais do PR, SP, RJ e, principalmente, do RS. Esses profissionais mudaram suas identidades e abraçaram com paixão as causas e a cultura catarinenses.
Ao longo dos últimos 30 anos, a RBS não se cansou de lotar seus veículos com jornalistas gaúchos. Alguns assimilaram a cultura catarinense, mas muitos continuaram gaúchos e até a nossa Polícia Militar, às vezes, era chamada de Brigada, como é no RS.
A nossa cultura perdeu densidade, como se não tivesse herança e nem raízes. Certa ocasião, levei à RBS um projeto de valorização da nossa música, com resgate de compositores, como Aldo Krieger, que Pinxinguinha dizia que era o melhor do Brasil. O projeto não era caro e o governo estava a fim de abraçar. Mas o preço da RBS quintuplicou o valor com o custo irreal da mídia e inviabilizou o projeto. Quem sabe porque não havia o sertanejo gaúcho. A propósito, o RS é um exemplo de estado que valoriza a sua cultura com vigor e rigor. Pena que SC não se espelha no RS para valorizar a sua cultura!
Agora, a RBS deixa Santa Catarina com uma carta em que revela seu amor a Santa Catarina. Todas as estratégias comerciais têm que exibir senão amor, paixão. Logo, a missiva não me tocou. Ela soou com lágrimas de crocodilo.
Mas não se deve culpar a RBS, que atuou com profissionalismo e que, sem dúvida, trouxe novas tecnologias e competência, principalmente para o mercado publicitário.
O problema é a humildade e a escassez de autoestima dos catarinenses. O corpo de Maurício Sirotsky, por exemplo, ainda não havia esfriado e um deputado propôs o seu nome para denominar a rodovia de acesso a Jurerê. Um diretor da RBS mal esquentou a cadeira em Florianópolis e outro deputado outorgou-lhe o título de cidadão catarinense, enquanto muitos outros que deram a vida por nosso Estado sequer foram lembrados.
Quem sabe, agora nas mãos de dois empresários novos, Santa Catarina aproveite bem a competência e dimensão desses órgãos de comunicação para aumentar a nossa autoestima, integrar o Estado e, sobretudo, valorizar e difundir a nossa grande e diversificada cultura. Até porque os garimpeiros já se foram.
É preciso que os deputados, gestores públicos e empresários parem de bajular os veículos de comunicação em detrimento da nossa cultura, da nossa gente, de nossos patrimônios.
Afinal, somos um Estado diferenciado porque somos um povo íntegro, de raízes sólidas e que cultiva as grandes e inesquecíveis lições dos que cultivaram esta terra. É fundamental que cada um de nós alimentemos o amor e devoção pelo nosso Estado de Santa Catarina.